O carnaval se aproxima, excita, envolve, intriga e resolve.
Os foliões entorpecem, dançam, bebem, gritam, brigam.
É folia pra cá, sexo pra lá, risos, foscos, toscos, loucos moços.
A mulata balança, balança, mexe e remexe na dança.
O moço fosco, tosco, grosso, degusta em olhares a nudez exposta da bailarina de momo.
Que requebra num abane exagerado.
Ardo, vago, então me calo.
Festa do povo, e o povo quer festa.
Esquecem os problema, os dilemas, e as contas.
Esquecem os banquetes, os bilhetes, e os deveres.
Nem lembram mais dos devaneios, dos engravatados, de seus salários e quanto a seus salários?
O Carnaval cega o povo, polvo, povo, polvo, mar.
Que se afogam em lágrimas quando chega a cinza quarta-feira.
Que anuncia a ora de desvendarem os olhos.
Que desperta o iniciar de um novo começo.
As sirenes tocam, os adereços caem, as mulatas silenciam seus quadris.
O malandro volta para casa, retorna para os braços de sua amada.
E os foliões voltam a mendigar, trabalhar, se virar, arrumar, arrumar, arrumar.


Muito Bom =D
ResponderExcluir