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Uma estudante de Jornalismo,com um humor que oscila de meia em meia hora.Vocês podem esperar um movimento de conteúdos nesse blog.Sim,eu irei escrever sobre diversas coisas,ate mesmo coisas que ninguém vai entender,sabe-se lá se eu não entendo.Enfim. “As aventuras de uma inseto” traz de contos surreais há experiências de uma acadêmica de comunicação,e histórias vividas.Pretendo colocar em prática o que eu faço não de melhor,mas por amor “ ESCREVER “

25 de fev. de 2011

Os foliões de máscaras e olhos vendados.


 O carnaval se aproxima, excita, envolve, intriga e resolve.
Os foliões entorpecem, dançam, bebem, gritam, brigam.
É folia pra cá, sexo pra lá, risos, foscos, toscos, loucos moços.
A mulata balança, balança, mexe e remexe na dança.
O moço fosco, tosco, grosso, degusta em olhares a nudez exposta da bailarina de momo.
Que requebra num abane exagerado.
Ardo, vago, então me calo.
Festa do povo, e o povo quer festa.
Esquecem os problema, os dilemas, e as contas.
Esquecem os banquetes, os bilhetes, e os deveres.
Nem lembram mais dos devaneios, dos engravatados, de seus salários e quanto a seus salários?
O Carnaval cega o povo, polvo, povo, polvo, mar.
Que se afogam em lágrimas quando chega a cinza quarta-feira.
Que anuncia a ora de desvendarem os olhos.
Que desperta o iniciar de um novo começo.
As sirenes tocam, os adereços caem, as mulatas silenciam seus quadris.
O malandro volta para casa, retorna para os braços de sua amada.
E os foliões voltam a mendigar, trabalhar, se virar, arrumar, arrumar, arrumar.


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